Title: True Blue (Revised Version) Author: Spooky Nic E-mail address: eve10@xfilesfan.zzn.com Rating: NC-17 Category: SRA Spoilers: Kitsunegari, a little Pusher Keywords: Mulder/Scully romance Summary: What happens after the scene in the warehouse Título: True Blue (1/2) Autora: Spooky Nic Declaração: Os personagens da série não são meus (Acho que à essa altura do campeonato todo mundo sabe disso). Eles pertencem a CC, 1013 Productions e Fox Broadcasting... O que faço aqui é usá-los em minha história sem a devida permissão de seus donos para minha diversão particular. Mas aviso logo que não estou tirando nenhum proveito da situação, muito menos lucrando com isso. Quem me dera... Talvez em um futuro próximo eu me aproveite disso e comece a lançar uma coletânea de "Histórias Para Adultos" com Mulder e Scully como personagens principais! A música-título desta história também não me pertence, mas não acho que Madonna vá querer me processar DEPOIS DE TODOS OS CDs DELA QUE EU COMPREI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Sobre esta história: Foi escrita há algum tempo, e esta é uma versão revisada. Comentários, críticas etc. para eve10@xfilesfan.zzn.com Censura: Esta parte é classificada como PG-13 por linguagem Spoilers: Caça à Raposa (Kitsunegari), menções a O Instigador (Pusher) Palavras-chave: M&S romance Sumário: Continuação da cena no depósito "True Blue" "Obrigada." ela disse suavemente, desligando o telefone. Então se virou. Seu coração se apertou. Scully estava preocupada com ele. Parecia estar tão chocado quanto ela, e não era difícil entender porquê. Ele quase *a* matara. Mulder parecia extremamente esgotado, como ela jamais vira antes. Tanto emocional quanto fisicamente. Seus olhos estavam assombrados, seu rosto tinha uma expressão torturada de um modo que fez os próprios olhos dela ameaçarem encher-se de lágrimas. A visão era de cortar-lhe o coração como uma faca. Ele continuava a olhar fixamente para o chão empoçado de sangue, a arma caída a seu lado. Antes que a torturante imagem a sufocasse, ele ergueu os olhos para Scully, como se estivesse surpreso ao vê-la ali. Ela também permaneceu imóvel. Ele continuava olhando para ela, sem dizer uma palavra, como se estivesse tentando convencer-se de que ela estava realmente bem-- como se estivesse tentando pedir-lhe perdão simplesmente por estar olhando para ela. Scully aprendera a conhecer bem o parceiro com o passar dos anos. Sabia o quanto era difícil para ele lidar com as emoções, assim como para ela, e sabia também o quanto ele costumava se auto-flagelar. Mulder tinha o costume de trazer sempre consigo um enorme complexo de culpa. Desde o desaparecimento da irmã, passando pela separação dos pais, envolvendo sua abdução e agora isso. Scully o conhecia o suficiente para ter consciência de como ele devia estar se punindo por dentro. E ela sentia raiva por isso. Por ele sempre admitir o peso de coisas das quais não tinha culpa. E ela queria que ele enxergasse isso. Mulder não conseguia focalizar nada além dela. Queria que ela soubesse o quanto ele sentia por dentro, queria implorar-lhe seu perdão por tudo o que a fizera passar outra vez. Queria abraçá-la e enterrar seu rosto nos cabelos dela e dizer-lhe o quanto sentia um milhão de vezes. E em contraste com todo seu sofrimento e arrependimento, queria apenas segurá-la em seus braços... sentir o calor de seu corpo contra o dele, lhe dizendo que ela estava viva. Não havia sido apenas o olhar de medo nos olhos dela o que o faziam corroer por dentro. Havia sido o desesperado olhar de descrença. Ele pudera ver que ela não conseguia acreditar que ele estava lhe apontando a arma. Que não conseguia ouvi-la dizer que *ela* era a verdadeira Scully. Mais uma vez. Ele próprio não podia acreditar que mais uma vez se deixara dominar por alguém insano, cujo único propósito era destruí-lo. Destruir a ambos. E ele não poderia culpá-la se a partir de agora a confiança que tinham um no outro morresse. Tempos atrás ela o vira colocar uma arma na própria cabeça e puxar o gatilho sem a menor hesitação. Mas o que ela não sabia era que ele havia usado cada partícula de sua força de vontade para não puxar o gatilho quando a arma estivera apontada para ela. Que de alguma forma ele fora capaz de encontrar alguma reserva de força interior para salvá-la em ambas as vezes. Força que ele não conseguira encontrar quando a própria vida estivera em risco. Da mesma forma como da primeira vez, ele conseguira hesitar em atirar nela. E dessa vez, apesar de toda a sua fúria ao pensar que a verdadeira Scully estava morta, ainda sim hesitara em apertar o gatilho. Algo por dentro o impedira novamente. A vontade de acreditar naquelas palavras <"Eu não estou morta."> Ela não sabia que se fosse preciso usaria cada bala de sua arma em si mesmo para não arriscar a vida dela? Não. Claro que ela não sabia. Ela não podia saber porque ele havia usado de todos os seus esforços através dos anos para aprender a esconder seus sentimentos por ela. Ela não fazia idéia de por quantas vezes ele sufocara os próprios instintos, se proibira de tentar protegê-la a cada vez que se encontravam em uma situação de perigo. Não porque duvidasse da capacidade dela. Mas porque não conseguia imaginar mais sua vida sem ela, e o simples pensamento de que algo poderia acontecê-la já era o suficiente para consumi-lo por dentro. Ela nunca percebera quantas vezes ele forçara as próprias mãos a se manterem firmes a seu lado, resistindo à tentação de demorar-se mais do que o suficiente no fundo das costas dela quando a guiava por uma porta, ou mesmo reprimindo a intensa vontade de tocar-lhe o delicado rosto, uma vermelha mecha de cabelo... Tudo porque havia se tornado, ao passar dos anos de sua parceria com Scully, mais e mais consciente de seus sentimentos por ela. E ele temia que aqueles sentimentos estivessem crescendo tanto a ponto de que não pudesse saber mais como contê-los dentro de si. Scully então suspirou, quebrando o silêncio. Mas não disse nada. Não conseguia. Ela simplesmente sentia uma esmagadora vontade de colocar seus braços ao redor dele e abraçá-lo. Confortá-lo. Fazer a dor dele-- e a dela-- ir embora. Era um sentimento tão puro, quase maternal. Mas ela permaneceu parada. Percebeu que não iria se atrever a tocá-lo tão cedo. Não sabia porque, mas tinha medo. Medo? Mas o que precisaria temer se seus sentimentos eram tão maternais? Ela então percebeu que o medo era justamente esse. E se seus sentimentos 'maternais' se tornassem mais fortes? Temia não poder controlá-los devido à exaustão emocional em que se encontrava. Então ele caiu de joelhos. Seu olhar não estava mais nela, mas em algum lugar do chão. Ela se surpreendeu ao perceber que ele estava chorando. Seu coração se apertou, não pela primeira vez naquele dia. Ela se aproximou, com passos lentos e suaves. Mulder continuava parado, em silêncio. Apenas seus ombros se moviam, acompanhando seus soluços. Ela ajoelhou-se em frente a ele. Antes que pudesse dizer alguma coisa o soluço dele rompeu o silêncio, ecoando por todo o depósito. "Scully..." Ela sentiu que dessa vez as lágrimas eram inevitáveis. Mulder nunca se mostrara tão vulnerável. E ela queria erguê-lo do chão, queria tirá-lo dali, levá-lo para longe de toda aquela dor. Então ela segurou-lhe o braço, numa tentativa de fazê-lo levantar-se. Mas novamente, antes que pudesse agir, ele a interrompeu. "Scully, me desculpe. Me perdoe." ele disse suavemente, quase numa súplica. Scully estava certa de que seu coração iria desfazer-se naquele exato momento. "Mulder, levante-se." ela pediu. "Scully, eu não tinha escolha! Pensei que estivesse morta! A única coisa que queria era matar Linda Bowman e depois acabar com a minha vida." "Não foi sua culpa, Mulder. Ela o usou e você sabe disso. Não havia como saber que era para mim que estava-- apontando a arma." aquelas últimas palavras saíram com tanta dor que Scully pensou que não seria mais capaz de se controlar. "Em uma parte de mim eu soube. Mas, visualmente, para mim você estava morta, com uma bala na cabeça. Scully, eu não podia suportar a idéia. Eu perdi todo o meu controle. Me perdoe." ele disse. Scully quase podia ouvir o coração de Mulder se partindo. E o seu também. Deus, como ela queria confortá-lo. E dessa vez, não hesitou. "Está tudo bem, Mulder..." ela sussurrou, envolvendo a úmida face dele entre suas mãos. "Eu não preciso perdoá-lo, simplesmente porque não há o que perdoar. Eu confio em você, sempre..." Ele olhou para ela com uma expressão mais aliviada, o olhar cheio de gratidão, de forma tão doce, surpreendendo-a ao sentir uma lágrima escorrer-lhe pelo rosto. Ele gentilmente a enxugou com a ponta dos dedos, levando as mãos até as costas dela, trazendo-a para mais perto de si. Ela fechou os olhos, sentindo a inegável presença de Mulder. Um suspiro escapou-lhe dos lábios e ela não pôde mais conter as lágrimas que começaram a cair por todo seu rosto, ensopando a camisa de Mulder. Ele a apertou mais em seus braços, enterrando o rosto nos cabelos dela. "Scully...", ele murmurou, a voz tão baixa, quase um suspiro, testando o nome dela em seus lábios. "Deus, Scully, o que eu faria se a tivesse perdido?" Ela o envolveu pela cintura, abraçando-o. Querendo assegurá-lo de que ela estava bem. Scully se sentia consumida pelos gestos dele. Ele a estava segurando tão próximo a si que era como se estivesse tentando absorvê-la dentro dele. E era tão bom. Tão certo. "Eu estou aqui, Mulder." ela sussurrou. "Sempre..." Scully fechou os olhos, inalando a essência dele, deleitando-se com a simples sensação de estar próxima a ele, apenas a molhada camisa entre seu rosto e o calor da pele dele. Ela queria esse contato. Precisava senti-lo, sua pele faminta pelo toque de Mulder. "Mulder..." ela susurrou, sentindo seu interior se desfazer em ondas sucessivas de ansiedade. "É por aqui, pessoal." uma voz forte cortou o silêncio e passos invadiram o depósito. Mulder gentilmente a ergueu junto a ele e enxugou-lhe o restante das lágrimas. "A cavalaria chegou." ele anunciou, fazendo-a sorrir a fim de quebrar o repentino constrangimento. "Mulder, Scully. Vocês estão bem ?" o diretor-assistente Walter Skinner se aproximou dos dois. Logo após chamar a ambulância Scully telefonara para o Bureau, informando-o a respeito do que havia se passado. "Está tudo bem, senhor." Mulder respondeu, agora afastado de Scully, mas seu olhar ainda preso ao dela. "Precisamos do depoimento de vocês a respeito do que se passou aqui." Ambos concordaram, embora extremamente esgotados física e emocionalmente. O time da força policial veio interrogá-los enquanto a equipe médica fazia seu trabalho, levando o corpo de Linda Bowman, que de acordo com um dos paramédicos já estava morta. Não haveria muito o que fazer. "Por agora é o bastante. O resto disso pode esperar até amanhã." um dos interrogadores comunicou, liberando Scully e Mulder. "Amanhã continuamos, pessoal." Skinner fez sinal para encerrar o trabalho. "Quanto a vocês," ele se dirigiu aos agentes."Devem ir para casa e descansar. Já tiveram o suficiente por hoje." Scully se dirigiu para fora do depósito, grata por finalmente poder se afastar daquele ambiente. Tomou a direção de seu carro, procurando pelas chaves em seu bolso ao perceber Mulder se aproximar. Antes mesmo que ele pudesse chegar até ela, Skinner tomou-lhe a frente. "Agente Mulder, vim acompanhando os policiais, e estou sem carro. Poderia me dar uma carona até o hotel mais próximo?" Mulder olhou sobre o ombro de Skinner para ver o rosto cansado de Scully. "Claro, senhor." ele respondeu. "Só um momento." Então, deixando Walter Skinner entrar primeiro no carro, aproximou-se de Scully, que destrancava a porta de seu próprio veículo. "Está tudo bem?" ele perguntou ao se aproximar dela. "Tudo bem." ela sorriu de forma cansada. "Pode ir com Skinner." Mulder queria ficar ao lado dela. Depois do contato que haviam tido lá dentro, sentia uma enorme urgência de ficar junto a ela. "Agente Mulder, vamos?" a voz de Skinner rompeu os pensamentos de Mulder, e ele apertou a mão de Scully na sua, afastando-se em seguida. Ela suspirou, esperando que ele partisse, antes de entrar em seu carro e ir embora. Fim da parte 1 ----- Título: True Blue (2/2) Autora: Spooky Nic Declaração: Não vou nem perder meu tempo dizendo que os personagens aqui apresentados não me pertencem. Peço licença ao Sr.Carter para nos deixar manifestar nossas vontades reprimidas já que ele não resolve colocar Mulder e Scully REALMENTE juntos na série. Advertência: Esta história é dividida em duas partes. A primeira foi classificada como PG-13, sendo que esta segunda parte envolve o aspecto físico, por assim dizer, da história. Por isso se você tem menos de dezoito anos e esse tipo de coisa o perturba ou não lhe agrada, recomendo voltar daqui mesmo. Censura: NC-17 por conteúdo gráfico de sexo entre os personagens. Spoilers: Caça à Raposa (Kitsunegari) Palavras-chave: MSR Sumário: Após levar Skinner embora, Mulder vai para o seu apartamento, tendo a maior surpresa de sua vida. "I never knew love before 'Til you walked through my door I've sailed a thousand ships But no matter where I go You're the one for me baby, this I know I'm so excited 'cause you're my best friend True Love You're the one I'm dreaming of Your heart fits me like a glove And I'm gonna be true blue Baby, I love you" Madonna, "True Blue" Fox Mulder destrancou a porta de seu apartamento e simplesmente deixou que seu corpo entrasse pela casa. Acabara de levar Skinner para um hotel e tudo o que queria agora era sentar-se diante da TV. Sabia que por mais cansado que estivesse não conseguiria dormir. Não naquela noite. Seus pensamentos ainda estavam naquele depósito e nos últimos acontecimentos. Ele deixou que um suspiro escapasse de seus lábios enquanto se livrava do paletó. Não havia sequer acendido as luzes. Nem queria. Caminhou lentamente em direção ao sofá de couro, afrouxando a gravata que parecia enforcá-lo. Mas antes que pudesse chegar ao sofá foi surpreendido por uma figura saída das sombras. Seu primeiro instinto foi voltar-se para pegar sua arma, mas antes mesmo que pudesse fazer qualquer movimento ele sentiu o perfume inconfundível, o aroma e essência de Dana Scully. "Scully..." ele sussurrou caminhando em direção a ela. Ao se aproximar, as feições dela se tornaram mais claras sob a leve luz da lua. Os olhos brilhavam intensamente e ela aproximou-se com uma leveza que o fez sentir-se atordoado. "Mulder, eu--" ela iniciou em uma voz trêmula e hesitante, mas ele a impediu de continuar com uma leve sacudida de cabeça e lentamente a puxou para si, seus olhos se fechando cansadamente, uma de suas mãos depositando-lhe a cabeça contra o peito dele. Enquanto ele a abraçava, ela podia senti-lo balançar a cabeça de um lado para o outro, o rosto enterrado nos cabelos dela. "Não diga nada por uns minutos...",ele murmurou, a voz tão baixa, quase um sussurro. Sabendo que não deveria, ela permitiu ao próprio corpo responder ao dele e fechou os olhos, apenas sentindo o aroma que emanava de Mulder. Ela percebeu então o quanto o queria, o quanto precisava da presença dele a seu lado. E isso a pegou de surpresa. Talvez fosse isso o que as pessoas quisessem dizer quando falavam que ao encontrar a pessoa certa, você simplesmente sabe que é ela. E se havia algo que ela sabia com certeza, era que nunca havia experimentado tão poderosos sentimentos ao mesmo tempo em toda sua vida pela mesma pessoa. A necessidade de abraçar e confortar num minuto, e a arrasadora vontade de senti-lo mais próximo, de um modo que não tinha nada a ver com conforto em outro. Scully tentou não pensar nisso. Afinal, Mulder era seu amigo. Seu melhor amigo. Mas sabia que, tendo chegado às conclusões anteriores, não seria capaz de ignorar os próprios sentimentos para sempre. Após alguns minutos, ela se forçou a abrir os olhos e retornar à realidade. Ele não mostrava nenhuma intenção de soltá-la. "Mulder, você está bem?" Ela ouviu uma suave, quase irônica risada escapar dele enquanto a soltava e se afastava um pouco. Ele correu a mão pelos cabelos e suspirou. "Scully, eu não acredito que tenha vindo até aqui só para saber se estou bem." E ele estava certo. Scully não podia negar o óbvio. Os motivos que a haviam levado até lá eram outros. "Eu estava preocupada com você." Ele se encostou à parede, os olhos perdidos em algum lugar da sala e ela pôde sentir a tristeza em sua voz. "Antes de hoje, eu teria dito que você nunca teria razão para se preocupar a meu respeito. Acho que não posso mais dizer isso, não é?" O coração de Scully se apertou diante do tom de auto-recriminação vindo dele. "Não foi o que eu quis dizer," ela protestou suavemente, aproximando-se e tomando as mãos dele nas dela. "Eu estava preocupada com você. Acho que é compreensível, levando-se em conta tudo o que passamos nas últimas horas." Mulder não se moveu. Continuou encarando a distância, sua expressão vazia. "Queria que não precisasse ter receio de mim. Nem motivos para se preocupar com minhas próximas atitudes. Que pudesse se sentir segura ao meu lado." "E eu me sinto. Mulder, você é a única pessoa em quem confio." ela o assegurou gentilmente. "Não depois de hoje, Scully. Eu me deixei dominar por uma mulher insana como Modell. Pela segunda vez eu me deixei dominar. Se eu não consegui impedir uma manipulação desse tipo, que coisas mais serei incapaz de impedir? De deixar que aconteçam a você sem arriscá-la mais uma vez? Você vai sempre ter um motivo para desconfiar de mim." ele replicou, sua voz triste e cortante. "Nunca, Mulder. Você é o único com quem me sinto realmente segura. Não entende? Não era você. Ela foi capaz de cegá-lo como o irmão, mas ela não conseguiu dominá-lo, Mulder. Nenhum dos dois foi capaz de fazer isso. Você venceu a ambos. Não os deixe nos destruir mesmo depois de mortos..." Scully lutava contra a onda de desespero que tentava consumi-la. Precisava se manter firme. Firme o suficiente para fazê-lo acordar daquele pesadelo no qual insistia em continuar mergulhado. "Não consegue ver o óbvio? Eu confio em você. Eu sempre confiei, e sempre vou confiar." ela alterou a voz, tentando fazê-lo entender. Ele finalmente olhou para ela e apertou-lhe levemente a mão, trazendo-a novamente para junto de si. "Deus, Scully..." ele sussurrou, as palavras parecendo tiradas do mais profundo de seu ser. "O que eu faria se a perdesse? Dessa vez, para sempre." ele sentiu o pânico na própria voz diante das palavras. "Eu estou aqui, Mulder. Você não me perdeu." ela murmurou suavemente, afastando-se lentamente do peito dele para encará-lo melhor. Sentiu-se perdida diante do olhar dele. Tocou-lhe levemente o rosto com uma das mãos e sorriu. "Eu estou aqui. E mesmo que me peça, eu nunca irei embora." De repente os olhos dele brilharam de um modo diferente. Ele parecia hipnotizado pelas palavras dela, todo seu ser se enchendo do calor que a simples presença dela provocava em seu coração. Então ela sentiu as mãos dele em seu rosto, acariciando-lhe a face. Scully manteve-se imóvel durante um minuto, apenas experimentando as suaves sensações que aquele simples toque produzia em sua pele. Ela o sentiu tão vulnerável, tão próximo que, não mais que de repente, ela se tornou consciente da intimidade da situação em que se encontravam, da própria sensibilidade ao calor do corpo dele, e começou a pensar se o único motivo pelo qual ela se sentia zonza era o intenso cansaço emocional. Com as sensações que tivera anteriormente no depósito, talvez a decisão de abraçá-lo e confortá-lo não tivesse sido apenas uma simples decisão 'maternal'. Talvez fosse uma decisão tentadora demais-- perigosa demais-- tê-lo tão perto de si. Pela segunda vez naquele dia ela se repreendeu mentalmente. Não havia nada de errado com aquela decisão. Estava apenas cansada e não estava conseguindo pensar direito. Mas então ela sentiu as mãos dele se deslizarem, indo parar atrás de seu pescoço. Ela o fitou nos olhos, o que a deixou ainda mais atordoada. O brilho e a intensidade que viu neles foram suficientes para fazê-la torná-la desamparadamente fraca. Ele era lindo. E tão... alcançável. Ela sentiu o rosto dele aproximar-se mais, todo seu corpo eletrizado, antecipando o inimaginável. Sentiu o hálito quente de Mulder quando ele levemente partiu os lábios. Seu coração disparou de uma forma tão violenta que ela estava certa de que ele podia ouvi-lo. Oh Deus, aquilo era mágico. Dana sempre imaginara esse momento, mas nem em seus mais absurdos sonhos ela se sentira tão fraca e trêmula. Quando o rosto de Mulder fechou a distância entre eles, ela não pôde mais impedir que seus próprios lábios se abrissem, deixando escapar um longo suspiro. Ele permaneceu ali por uns breves segundos, fazendo-a crer que iria enlouquecer. Então, de repente ela sentiu-o mover-se, seus olhos acompanhando cada passo, até que finalmente seus lábios se tocaram, tão levemente que ela nem mesmo sabia dizer se era verdade. Scully sentiu os olhos se fecharem, inebriada pelo momento que parecia tão eterno. Seus lábios estavam apenas encostados, mas a sensação era tão arrebatadora que ela pensava não ser capaz de suportar o mais leve aprofundamento. E tudo se tornou incrível. Era impossível abrir os olhos. Era desnecessário respirar. Apenas agora Dana Scully sabia o que era viver plenamente. O mundo a seu redor não existia. Nada mais importava. Apenas as sensações. E ela se deixou sentir. Pela primeira vez se permitiu entregar-se inteiramente às sensações. Sem as amarras da gravidade. Sem ter os pés no chão. Estava livre. Pela primeira vez em sua vida estava totalmente livre, aonde sempre quisera estar. Nos braços de Mulder. E a sensação, mais uma vez, era magnífica. Não conseguia pensar em nada, não conseguia se concentrar em nada além do simples e mais leve toque dos lábios de Fox Mulder contra os seus. Apesar de não passar de um gesto descuidado de carinho, ela sentia os efeitos percorrerem todo seu corpo. Por instantes ela perdeu a noção de tudo. Sabia apenas que ela era Scully, em pé no apartamento de Mulder, tentando fazê-lo desistir de fugir dela. E sentia-se feliz por ter conseguido. Não agora, mas há um bom tempo atrás, ela descobrira que sua vida não teria o menor sentido sem aquele homem a seu lado. Ele se tornara uma parte dela mesma, sem a qual não era imaginável viver. As mãos dele afagaram gentilmente uma mecha de cabelo acobreado e seus dedos levemente acariciaram-lhe as bochechas quando ele se afastou. Scully permaneceu de olhos fechados, imersa em suas sensações. Suspirou. Sentiu frio. "Scully..." ele sussurrou. Ela continuava sem forças para abrir os olhos. Seu mundo estava tão completo agora que temia ter de encarar o frio mundo real novamente. Tudo o que queria era sentir. Então ele sussurrou. "Dana..." Ela estremeceu por dentro ao simples som de seu primeiro nome nos lábios dele. Soava tão puro, tão certo. Tão urgente. Sentiu as mãos dele deslizarem por seu rosto firmemente mas delicadamente o suficiente para que ela voltasse sua atenção a ele. "Dana, olhe para mim." Ela lentamente abriu os olhos, as pálpebras pesadas. E encontrou os olhos acinzentados dele nos seus. O olhar que viu neles era tão intenso que ela sentiu a respiração escapar. Ele aproximou-se docilmente de seu rosto e murmurou em uma voz ternamente rouca. "Eu te amo, Scully..." Ela fitou-o por um breve momento, fechando os olhos novamente em seguida. Sua mente deu mil voltas e seu corpo assistiu a uma Dana Scully se entregar inteiramente a um puro êxtase emocional. Mais do que nunca, ela compreendeu sua necessidade por Mulder. Precisava apenas dele. Todo o resto era uma gratificação adicional, vinda como consequência de um vínculo construído durante anos de confiança. Confiança que agora derrubava a última das barreiras estabelecida entre eles, para se encontrar inteira, do outro lado. Ela sentiu um pequeno sorriso brotar em seus lábios. E deixou-o expandir-se. Um sorriso que guardara para ele. Para esse momento. Ela umedeceu os lábios. Abriu os olhos. "Eu te amo, Fox Mulder..." as palavras escaparam de seus lábios em pequenas lufadas que tiveram o poder de paralisá-lo. Ela sentiu o tremor do corpo dele. Aquela fora a primeira vez em muitos anos em que Dana Scully pronunciara seu primeiro nome. E isso deixou Mulder atordoado. Mas dessa vez era diferente. Ele sentia-se extremamente feliz, como nunca poderia se lembrar de ter sentido. Ele também a amava, com todo seu ser, com todo seu pensamento. Com toda sua confiança. Seu coração era dela. E tudo o que ele era, também pertencia a ela. Seus lábios uniram-se novamente, dessa vez para um contato mais profundo. Ele sentiu quando os lábios dela se abriram para recebê-lo, sua língua suave e quente. E ele se permitiu mergulhar no suave e convidativo interior pelo qual passara noites e dias em anos ansiando. Ela era doce e delicada. Macia e dócil. Entregando-se prontamente a exploração. Ele sugou, provou, raspou a ansiosa língua de Scully com seus dentes. Ela se aproximou ainda mais, disposta a aprofundar o contato. Ele deslizou a língua gentilmente pelo lábio inferior dela, traçando-lhe o cheio formato, mordendo-o levemente. Ela gemeu. Ele aproximou o corpo e deixou as mãos deslizarem pelas costas dela, traçando o caminho por cima do fino tecido da blusa que ela vestia. Scully sentiu um gemido abafado escapar de seus lábios. Estava sendo consumida. Consumida por Mulder. Por seu amor por ele. Todo seu corpo parecia despertar diante da prazerosa dança que os lábios dele executavam sobre os seus. Ela podia sentir a vibração ecoar por seu abdômen. Mulder parou as mãos sobre sua cintura, segurando-a, encostando-a gentilmente contra a parede. E então sentiu-o colocar-se contra ela, aproximando seus corpos como se não quisesse que nada mais ficasse entre eles. Ela sabia que logo ambos estariam a caminho de uma verdade sem volta. Precisavam um do outro. E estavam se buscando. Realmente. Finalmente. Sem arrependimentos. Que se danassem os regulamentos, que se danasse o Bureau, a sensatez e o resto do mundo. Eles estavam vivos, seguros e precisavam um do outro. E isso era tudo o que importava. Lentamente ele se afastou de seus lábios, fazendo-a sentir o abandono, apenas até sentir a quente respiração dele, rápida e úmida contra seu pescoço, traçando beijos de sua clavícula até sua orelha, fazendo-a estremecer. Ele deslizou um dedo por sua garganta, traçando a base de seu pescoço, plantando um suave beijo no lugar em seguida. E Scully não pôde impedir o próprio corpo de se contorcer diante do toque. Os lábios dele retornaram a sua orelha, produzindo incoerentes murmúrios enquanto os ágeis dedos desabotoavam-lhe a camisa. "Mulder..." ela murmurou entre arfadas e suspiros. Ele desfez o último botão, abrindo-lhe a peça e deslizando-a por seu ombro, fazendo-a escorregar suavemente até o chão. Scully suspirou, arrepiando-se e sentindo a resposta imediata entre suas pernas enquanto ele deslizava gentilmente as mãos sobre os lados de seu corpo, finalmente alcançando suas costas e abrindo-lhe o sutiã, que caiu ao chão, indo juntar-se a blusa que ele habilmente havia removido. Mulder inclinou o rosto, capturando os lábios dela, sorvendo-os com toda sua urgência. E foi recompensado por Scully, respondendo com a mesma intensidade de seus lábios. Ele deslizou as mãos novamente pelo corpo dela, encontrando-lhe o zíper da calça que vestia. O toque de suas mãos no estômago dela enviaram chamas por todo o ventre de Scully. Ele quebrou o beijo, apenas o suficiente para remover-lhe a roupa por seus quadris. Scully fechou os olhos novamente, atordoada pela antecipação do que estava por vir, sendo recompensada pela sensação dos maravilhosos lábios dele em sua garganta, em sua clavícula, descendo cada vez mais. Uma onda de emoções se misturava a simples consciência de que ele a estava tocando. Mas ela não abriu os olhos. Tentou apenas manter-se focalizada nas pontas dos dedos dele que agora lançavam pequenas trilhas de fogo contra a pele quente e suave ao redor de seus seios. Ela sentiu as pontas tornarem-se dolorosamente rígidas, clamando pelo toque dele. E Mulder não a fez esperar. Suas mãos envolveram-lhe delicadamente os seios, apenas sentindo-os, pressionando-os gentilmente em seguida, arrancando murmúrios e gemidos dos lábios de Scully. Ela era perfeita. Quente e macia, moldando-se perfeitamente a palma das mãos dele. Mulder inclinou-se, substituindo uma das mãos por sua faminta boca, envolvendo um mamilo entre os lábios, deslizando a língua lentamente sobre ele, mordendo-o delicadamente em seguida. Ela sentiu-se derreter sob o delicado toque dele. Lentamente ela podia perceber a onda de excitação tomar conta de todo seu corpo, enviando tremores de sua cabeça a ponta dos pés. Scully nunca havia se sentido assim, tão viva e ardente, como se houvesse sido lançada em uma fogueira, labaredas de fogo descendo por seu corpo, atingindo seu úmido e dolorido interior. Mulder então afastou os lábios, praticamente fazendo-a chorar pela deprivação. Ela queria mais. Precisava de mais. Precisava desesperadamente sentir Mulder em todo seu corpo. Ele então deixou que suas mãos passeassem por seu pescoço, inclinando-se e aspirando o perfume único e especial da pele de Dana Scully. Ele permitiu que seus lábios retornassem à quente garganta dela, saboreando-a com dentes e língua, testando cada centímetro desconhecido e ao mesmo tempo tão familiar a ele. Mulder sentia-se completamente, absolutamente absorvido por Scully. Ela era puro calor, deixando-o cada vez mais consciente de sua necessidade por ela. Queria senti-la, descobri-la, queria fazer parte dela em todos os sentidos. Mulder desceu os lábios novamente, escorregando a quente língua pelo caminho abaixo do colo de Scully, alcançando-lhe novamente o seio, envolvendo-o entre os lábios e sugando-o avidamente, fazendo-a produzir um gemido gutural e desesperado, levando uma das mãos aos cabelos dele, prendendo-o ali, implorando silenciosamente para que continuasse. Ele depositou leves beijos sobre a rígida ponta, deixando os lábios escorregarem pelo abdômen dela, fazendo-a contorcer-se e arrepiar-se sob o toque. Mulder deslizou delicadamente a língua ao redor do estreito umbigo, descendo e mordendo gentilmente a pele logo abaixo. Scully foi incapaz de conter um soluço. Mulder estava lhe retirando os últimos vestígios de sanidade, ela estava certa de que não ia durar um minuto a mais. Até senti-lo levar as mãos à cintura da meia-calça que ainda vestia. Quando ela fez menção de mover-se a fim de ajudá-lo a livrá-la da peça, ele a impediu. Ela observou-o, confusa, enquanto ele se ajoelhava diante dela puxando-lhe lentamente a meia-calça, deslizando-a por seus quadris e pernas, acariciando toda a extensão de pele em seu caminho. Ela ergueu uma das pernas, retirando os delicados pés dos saltos, oferecendo-lhe uma perna, em seguida a outra, apenas assistindo-o desfazer-se do obstáculo em questão. Após livrar-se da peça, ele correu os dedos sobre as pernas nuas, fazendo-a sentir-se novamente viva sob o calor de suas mãos. Scully encostou a cabeça contra a parede e permitiu que os olhos se fechassem, concentrando-se apenas na sensação produzida pelos lábios dele subindo por suas pernas enquanto as mãos dele deslizavam sobre a parte posterior delas, subindo cada vez mais. Então sentiu as mãos dele alcançarem suas nádegas, pressionando-as levemente, os dedos deslizando por baixo do leve tecido de sua calcinha, fazendo seu caminho para a parte frontal. Scully sentiu uma incrível sensação de choque atingir seu estômago, correndo diretamente para o ponto que as mãos dele agora alcançavam. "Mulder..." ela surpreendeu-se ao ouvir a própria voz, apertada num gemido alto e urgente. Ele deslizou cuidadosamente a calcinha por seus quadris, livrando-se dela da mesma forma que fizera com o resto de suas roupas. Antes que ela pudesse sequer organizar um pensamento, ele retornou suas atenções à parte interna de suas coxas, deslizando suavemente a língua, depositando suaves beijos em seu caminho. Ela levou as mãos ao ombro dele, o único apoio que lhe restava, deixando um suspiro escapar de seus lábios. Um longo gemido foi a única resposta vinda dele quando seus dedos encontraram o ninho de macios e delicados pêlos entre as coxas dela. "Oh, Mulder..." ela murmurou, a respiração tornando-se cada vez mais difícil. Seus dedos se apertaram nos ombros dele ao senti-lo invadi-la com um dedo, em seguida dois, encontrando-a incrivelmente pronta e ansiosa. Ele foi recompensado pelos murmúrios e sussurros incoerentes que escaparam involuntariamente da garganta dela enquanto seus dedos exerciam sua preciosa mágica, determinando movimentos precisos e delicados. Ele podia sentir as contrações do corpo de Scully, a ansiedade por uma libertação unindo-se à de seu próprio corpo. Mulder retirou os dedos repentinamnte, fazendo-a grunhir em desespero, as mãos apertando-se contra seus ombros, implorando-o por uma satisfação. Ele podia sentir o desejo dela por ele, o aroma de sua essência invadindo-o e impelindo-o a tocá-la. Mas dessa vez seus dedos foram substituídos por seus lábios que depositaram um suave beijo sobre o macio interior de Scully. Ela sentiu o ar faltar-lhe, as mãos dele abrindo-lhe as coxas gentilmente, pedindo-lhe acesso. Sentiu os músculos de suas pernas falharem diante da antecipação. Mas Mulder estava lá. Suas mãos segurando firmemente mas delicadamente suas pernas, ancorando-a, enquanto ela procurava manter o controle diante da reação do próprio corpo a ele. Mulder teve a impressão de que também iria desfalecer a qualquer minuto. Sua posição, diante de Scully, ansioso por tocá-la, era suficiente para consumi-lo. Consumir seu equilíbrio. Seu auto-controle. Ele inclinou-se e seus lábios a tocaram. Dessa vez, realmente a tocaram. Ela sentiu a macia e talentosa língua de Mulder sobre sua sensível pele nua, deslizando delicadamente, provando-a cuidadosamente. "Céus, Mulder..." Scully sentiu um gemido dolorido escapar de sua garganta, a voz embargada pelas sensações. E ela pôde sentir as mãos dele, gentilmente abrindo-lhe mais as coxas, buscando maior acesso. E ela se agarrou desesperadamente a ele. A seus ombros, seus cabelos, buscando um ponto de apoio, impelindo-o silenciosamente a continuar. Céus! Mulder sentiu a própria excitação dominá-lo diante da incrível sensação da suavidade de Scully. Os quadris dela estavam arqueando-se involuntariamente na direção de seus lábios. Ele acariciou-a gentilmente, sentindo o quanto ela estava úmida e quente. Sua língua deslizou levemente sobre ela, beijando-a em seu caminho. "Mulder..." outro gemido escapou-lhe antes que fosse capaz de perceber. Scully não conseguia mais se conter. As sensações eram tão intensas que estava certa de que ele podia sentir as vibrações de seu corpo. A língua de Mulder iniciou uma lenta e torturante dança, iniciada no fim de seu interior, subindo lentamente e atingindo o ponto onde ela tanto ansiava que ele alcançasse. E ela podia sentir. Fechou as mãos desesperadamente sobre os ombros dele, as unhas enterrando-se ligeiramente na pele, arrancando um abafado murmúrio dos lábios de Mulder, o suficiente para fazê-la sentir as ondas aumentarem dentro de si, mas não o suficiente para impedi-lo de continuar. Ele ouviu seu nome escapar dos lábios dela repetidas vezes, como uma prece desesperada, sua última esperança de salvação. Mulder procurou conter o próprio corpo diante das reações dela. Scully estava se atirando selvagemente sob seus lábios, que continuavam a acariciá-la firmemente, provocando suavemente a fonte do prazer dela com sua quente língua. E ele estava certo de que também não iria suportar mais. Os músculos de Scully se apertaram em antecipação. Ela podia senti-lo empurrando delicadamente a língua contra seu centro, tentando alcançar o interior o máximo possível. "Oh, Mulder..." ela quase gritou, um soluço saindo de sua garganta ao sentir os dedos dele tocarem-na também, continuando a doce tortura. "Mulder!" ela gritou dessa vez. Alto. Urgente. Ele podia sentir o corpo dela aproximando-se do precipício. Ele sentiu isso na voz dela e moveu os lábios contra ela novamente, empurrando sua língua suavemente contra o interior. Então os movimentos de Mulder se tornaram ligeiramente mais rápidos, febris. E foi o bastante para que ela sentisse o corpo se apertar e se ouvisse gemendo desalentadamente, a voz dolorida, num tom quase primal. Ele continuou com suas atenções sobre Dana, enquanto ela sentia as ondas atingirem sua altura máxima,libertando-a para além dos limites, gemendo o nome dele, tremendo, sentindo as convulsões do próprio corpo e finalmente perdendo a noção da realidade. Mulder se manteve contra ela até sentir-lhe as vibrações diminuírem, a cadência da respiração tornando-se menos frenética. Então afastou-se lentamente dela, erguendo-se para finalmente encará-la. Os olhos de Scully estavam fechados, os lábios trêmulos e entreabertos, a respiração ofegante. Ele ergueu uma das mãos e gentilmente afastou-lhe uma mecha vermelha do rosto, acariciando a face avermelhada. Ela se esforçou para abrir os olhos e seu coração se aqueceu ao encontrar o belo rosto de Mulder observando-a, um sorriso no canto dos lábios. A respiração de Scully ainda era inconstante, mas estava lentamente retornando ao normal. E ela sorriu para ele. "Cansada?" ele perguntou em um tom suave, uma nuance de provocação na voz. "Não." ela sussurrou docemente. Scully sentia-se completamente extasiada, mas de forma alguma cansada. Ela queria mais. Ela queria, *precisava* tocá-lo. Apesar da intensa satisfação que ele acabara de proporcioná-la, seu corpo ainda sentia-se ávido pelo dele. Ela precisava senti-lo, devolver a ele um pouco do que ele proporcionara a ela. E então ela o puxou, colocando-o contra si, sentindo a respiração dele tão abalada quanto a sua. Ele observou-a, um olhar malicioso e um sorriso nos lábios. "Você se recupera bem rápido, Scully. Estou impressionado!" Ela devolveu-lhe o sorriso e o mesmo olhar picante, deslizando as mãos gentilmente sobre ele, sentindo-o através do tecido da calça, percebendo o quanto ele estava esperando por ela, medindo-o com seus dedos e palmas. "*Eu* estou impressionada, Mulder!" ela sussurrou contra os lábios dele, arrancando-lhe um suave gemido. E Scully lançou os lábios sobre os dele, capturando-os em um voraz, enérgico beijo. As mãos dele correram lentamente pelos cabelos dela, descendo rapidamente por seu pescoço. Ela podia sentir seu sabor nos lábios dele, em todos os lugares, a sensação tornando-a repentinamente trêmula. Ela deslizou as mãos pela gola da camisa dele, desfazendo o já frouxo nó da gravata, atirando-a ao chão para junto de suas próprias roupas. Scully correu os dedos por sobre o tecido da camisa dele, traçando os firmes músculos, sentindo o calor da pele deixando-a ainda mais ansiosa. Ele continuava a explorar os recantos internos da boca de Dana, suas línguas duelando por espaço na profunda exploração. Ela levou os dedos aos botões da camisa, abrindo-a tão habilmente quanto pôde, atirando-a sobre a crescente pilha de roupas. Ela soltou um grunhido de exasperação quando seus dedos encontraram o quente tecido da camiseta que ele usava por baixo. Mulder não pôde conter um sorriso, afastando-se ligeiramente dos lábios dela. "Impaciente, não?!" ele provocou-a. "Eu só quero tocá-lo..." ela murmurou suavemente. Aquelas palavras foram suficientes para fazê-lo sentir-se ainda mais urgente. Ele capturou os lábios dela novamente, dessa vez mordendo-os levemente, sugando delicadamente. Scully gemeu. Suas mãos deslizaram pela cintura de Mulder, puxando-lhe a camiseta rapidamente para fora da calça, erguendo-a sobre o tórax dele, forçando-o a erguer os braços e afastar-se dela o suficiente para livrarem-se da peça. Ela então escorregou as mãos sobre o peito dele, agora exposto diante de seus olhos, sentindo-o descer e subir com a rapidez da respiração de Mulder. Irregular e intensa. Ela podia sentir a firmeza dos músculos, a maciez da pele, as pontas de seus dedos descendo lentamente, sentindo os pêlos acariciarem suas mãos. Era incrível. Era completamente incrível o efeito que simplesmente tocá-lo exercia sobre ela. Ele era firme e ao mesmo tempo suave. Quente e macio. Scully roçou os dedos sobre os músculos do estômago, sentindo-os contraírem-se diante do toque. E logo os lábios de Mulder estavam na suave curva de seu pescoço, deslizando lentamente para cima, beijando-lhe calorosamente a linha do queixo, finalmente alcançando sua orelha. "Satisfeita?" ele sussurrou contra o ouvido dela, enviando leves tremores por toda a espinha de Scully. Ela então levou as mãos ao cinto dele, abrindo-o e buscando rapidamente o zíper da calça. "Ainda não..." ela sorriu, suspirando quando a macia língua de Mulder encontrou seu lóbulo. Scully abriu o zíper com um ágil movimento, sentindo a resposta imediata quando seus dedos esbarraram levemente sobre a crescente rigidez dele. Mulder deslizou as mãos por sobre os braços dela, descansando-as sobre seus ombros enquanto mordia-lhe delicadamente a orelha. Ela retirou-lhe a calça juntamente com as cuecas boxers, ansiosa demais para suportar qualquer outra barreira, enquanto ele se desfazia das meias e dos sapatos. Ao lançar as últimas peças de roupa ao chão ela retornou as mãos aos quadris dele, acariciando gentilmente a pele, alcançando novamente o objeto de suas atenções. Mulder estremeceu ao sentir as delicadas mãos de Scully tocarem-no sem nehuma barreira. Ela percorreu a extensão dele com os dedos, traçando da base até a ponta, sentindo-o liberar murmúrios roucos e abafados contra a curva de seu pescoço. Ela envolveu-o em uma das mãos, sentindo-o vibrar sob seu toque, pressionando-o delicadamente, sentindo os tremores percorrerem o corpo dele e o dela própria. "Scully..." ela ouviu o murmúrio abafado. Continuou a tocá-lo, acariciando-o suavemente, aquecendo-o ainda mais com suas mãos e dedos, sentindo-o tornar-se ainda mais rígido sob seu toque, cada vez mais pronto e ansioso. Ele mordeu a delicada pele do pescoço dela suavemente, lutando por controle. Podia sentir a ânsia de seu corpo, intensificada diante dos provocantes gestos dela. E ele sabia que não conseguiria se segurar por muito mais. "Scully..." ele gemeu desesperadamente, o que ela encarou como um estímulo, acariciando-o ainda mais entre suas mãos. "Scully... rápido..." ele se ouviu dizer, a voz rouca e apertada, urgente como nunca. "...o sofá..." Ela então pareceu entender a ansiosa súplica e se moveu com ele, dirigindo-se para o sofá de couro. Ele a deitou gentilmente, colocando-se com todo o cuidado sobre ela, com medo de que seu peso e tamanho pudessem machucá-la. Ela levou as mãos aos ombros dele, trazendo-o para mais perto, um leve sorriso nos lábios. "Eu estou bem, Mulder. De verdade. Você não vai me quebrar. Eu prometo." ela sussurrou gentilmente, fazendo-o sentir-se mais calmo. Ele então relaxou, encaixando lentamente o corpo ao dela. Scully gemeu levemente ao sentir o corpo de Mulder sobre o dela, o calor, pele contra pele, sem nehum obstáculo. Ela sentiu os macios lábios de Mulder em sua garganta, descendo por sua clavícula. Dana sentia-se devastada pelo poder que ele exercia sobre ela. Uma onda de emoções misturada ao imenso prazer que os toques dele proporcionavam a seu corpo. Ele sentiu uma das pequenas mãos dela acariciarem seu pescoço, a outra escorregando tentadoramente sobre suas costas, disparando ondas de desejo por todo seu corpo. Mulder continuou beijando seu caminho sobre o colo dela, mordendo levemente a pele logo acima do ombro, fazendo-a produzir sons de puro deleite. Suas mãos desceram pelo firme abdômen de Scully, deslizando sobre os torneados quadris, fazendo-a arquear-se ante o toque. "Por favor, Mulder..." ela sussurrou delicadamente, tentando trazê-lo mais para si com os movimentos de seu corpo. "Preciso sentir você..." As palavras dela foram o estimulante final para Mulder. Ele ergueu-lhe os quadris cuidadosamente com as mãos, o suficiente para colocá-la em contato com ele, encaixando perfeitamente seus corpos. "Scully..." ele gemeu, sentindo-se deslizar lentamente para dentro dela. Ela raspou as unhas gentilmente sobre suas costas enquanto ele a invadia. "Céus, Scully! Você é maravilhosa..." ele murmurou-lhe contra o ouvido quando finalmente depositou-se completamente dentro dela. Scully sentiu seu músculos interiores contraírem-se ao redor dele, a sensação de senti-lo nela consumindo-a completamente. E ela fechou os olhos, maravilhada pelo momento. Mulder sentiu o corpo ser completamente envolvido no interior de Scully. E a sensação era tão arrasadora que pensou ser capaz de desfazer-se naquele exato e perfeito momento. Ele continuava segurando-a pelos quadris, sentindo o controle do próprio corpo desvanecer e iniciou um ritmo puramente ansioso, retirando-se de Scully e encaixando-se novamente, cada vez mais profundamente. Ela podia sentir os próprios quadris arqueando-se para encontrar os dele, os movimentos de ambos tornando-se mais rápidos, intensificando-se a cada investida. Os lábios dele viajaram novamente sobre o colo de Scully, descendo por seus delicados seios. Ele podia sentir a pressão de seus corpos enquanto seus movimentos se tornavam mais rápidos e enérgicos. Mulder sentiu um arrepio percorrer-lhe ao ouvi-la gemer ansiosamente quando seus lábios deslizaram lentamente por uma das inchadas e rígidas pontas dos seios, fazendo-a arquear-se ainda mais abaixo dele. Ele bateu levemente a língua sobre o mamilo e ela gemeu novamente enquanto ele o sugou, raspando-o gentilmente com os dentes. Mulder sentiu o próprio corpo tenso em antecipação. Ela levou uma das mãos a suas nádegas, trazendo-o mais de encontro a ela, traçando com ele os movimentos cada vez mais frenéticos de seus corpos. "Céus, Scully... Eu estou sentindo..." ele murmurou em um tom de voz dolorido enquanto sentia o corpo dela apertar-se ao redor dele, a sensação intensificando ainda mais a tensão do próprio corpo. "Quase..." ela suspirou entre gemidos. "Mulder, quase..." Mulder sentia o suor de seus corpos enquanto trabalhavam juntos, navegando rumo ao inevitável. Scully provou o sabor da pele dele deslizando os lábios sobre o pescoço de Fox. E sentiu-lhe a língua quente e úmida deslizar deliberadamente sobre seu seio, produzindo o estímulo fatal para ambos quando atingiram a beira do precipício, as convulsões de seus corpos liberando tremores e arrancando-lhes gemidos. Ele se enterrou finalmente nela, preenchendo-a totalmente, gemendo-lhe o nome ao depositar-se dentro dela. E ela sentiu a onda aumentar ainda mais e se derramar sobre ambos, levando-os à fronteira final. Scully sentiu o corpo retornar à realidade após alguns momentos que pareceram se aproximar da eternidade, ouvindo o som de suas respirações buscando controle. Quando o mundo pareceu voltar a seu lugar, ela lentamente abriu os olhos, encontrando o maravilhoso rosto de Mulder observando-a, um sorriso de pura satisfação em seus perfeitos lábios. Ela devolveu-lhe o sorriso e seus braços envolveram-no em um caloroso abraço. "Foi incrível..." ele murmurou contra o macio pescoço dela. "*Você* é incrível." ela sorriu, deslizando as mãos sobre as suadas costas dele. Quando Mulder começou a se mover para retirar-se dela, Scully segurou-o contra si, ainda deliciada pela sensação de seus corpos unidos. "*Você* é incrível, Scully. Depois de tudo isso como ainda consegue me suportar esmagando você?" Ela sorriu diante da preocupada constatação dele. "Depois de todas as coisas que viu durante esses anos, ainda se recusa a acreditar que eu possa sobreviver a isso?" Ele ergueu o rosto do ombro dela a fim de que pudesse encará-la. Seus olhos estavam suaves, um brilho aquecendo-a por dentro. "Eu quero acreditar. Porque vai ter que sobreviver a muito mais noites como essa." Scully envolveu-lhe o pescoço com os braços e sorriu travessamente, provocando-o. "Espero que tenha fôlego para cumprir suas promessas, Fox Muder." Ele sorriu para ela, beijando-lhe delicadamente o rosto. "Ah, pode ter certeza disso, Dana Scully." "E o que acha de começarmos a treinar agora?" ela deslizou uma perna sobre o quadril dele. "Acho que exatamente agora eu sei de um bom lugar onde poderíamos fazer isso." "E onnde seria?" ela perguntou, ansiosa pela resposta. "Não sei se sabe, mas tem uma cama lá dentro, bem mais espaçosa que esse sofá..." ele deslizou os lábios tentadoramente sobre o pescoço dela. "E desde quando você usa uma cama, Mulder?" ela sorriu diante do pensamento. "Desde quando ganhei um motivo para estreá-la..." ele sussurrou, fitando-a ternamente. Scully sentiu o coração disparar diante da intensidade de emoções que ele despertava nela. "Vamos, Mulder." ela beijou-lhe suavemente o queixo e o encarou seriamente. "Temos um trabalho a fazer..." Ele sorriu maliciosamente para ela. "Não se preocupe, agente Scully. Temos a noite inteira para isso..." Fim - - - - - - - - - - - "Birds do it, bees do it, even educated FBI Agents do it!!!!"